21.4.05

O Cardeal Panzer e a Inquisição



O mundo católico tem um novo Papa.
Se fosse apenas o mundo católico, estava descansada, só que estas coisas não são assim. É como o presidente dos Estados Unidos da América. Todos nós sofremos as consequências de tamanha ignorância e de políticas externas absolutamente desastrosas.
Ora em relação ao novo chefe da igreja católica, é precisamente a mesma coisa. Por isso mesmo, não escondo a minha profunda desilusão e revolta. Em pleno Século XXI o mundo precisa de líderes tolerantes, com os olhos postos no futuro e este Papa é tudo menos isso.
Vale a pena pois voltar um pouco atrás e saber um bocadinho da história do Cardeal Panzer!
O homem era um progressista mas passou a defender valores conservadores, imagine-se, durante a revolta estudantil do Maio de 68 por achar que o movimento conduziria ao caos.
Nomeado Cardeal, ocupou até ao dia de ser eleito Papa, o cargo de grande guardião da ortodoxia católica, organização que sucede à Inquisição.
Apelou a todos os Estados do mundo que vetassem todas as formas de casamento e uniões de facto entre homossexuais. Não gosta de música rock, pois segundo ele a sonoridade não é lá muito católica, é contra o sacerdócio feminino, preferindo fechar paróquias a admitir mulheres e defende acerrimamente o celibato dos padres.
Como cardeal, mandou calar quem fazia perguntas e discordava da doutrina oficial e já após o Concílio Vaticano II, reafirmou que só na Igreja Católica está a salvação.
Eu esperava um Papa reformista. Um Papa tolerante que não estagnasse a teologia da igreja. Que se aproximasse das outras religiões do mundo. Que abrisse a igreja às novas famílias, ao mundo da ciência e à tão importante ética biomédica e à investigação das células estaminais. Mas não. O mundo deu um passo atrás. E estamos só no principio. Quantos mais daremos?
O tempo dirá.

Assina: Vespinha

Posted by Hello

1 Comments:

Blogger Mocho Falante said...

Pois é, quem mandou os cardeais alemães irem ao Vaticano para os proibirem a dar comunhão aos casais divorciados foi este nosso/deles novo Papa...

Ainda bem que todos no colégio cardinalissimo estão de acordo,

Depois admiram-se que quando Bento XVI discursa em latim todos os fieis presentes não escutam e estão mais centrados em matar saudades e estar mais perto de João Paulo II.

Quando temos agora um novo Papa que discorda da entrada da Turquia na UE só porque são muçulmanos já não há mais nada a dizer...

nós temos Pena eles têm Papa

21 abril, 2005 15:41  

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