23.5.05

Com o cérebro nas mãos


O campeonato decidiu-se ontem e o povo saiu à rua. Esqueceu-se o défice e esse enigma – qual Santo Sudário - que dá pelo nome de Constituição Europeia.

Até aqui, nada a que já não estejamos habituados. Quem ganha, festeja. Quem não ganha,vai para casa. Infelizmente, a noite passada não foi assim. E aos fenómenos hortícolas do Entroncamento, juntou-se um verdadeiro fenómeno de estupidez humana e violência. Os Super-Dragões - prefiro chamar-lhes Super Morcões - já tinham avisado. Se não ganhassem festejavam na mesma - não percebo o quê - na Avenida dos Aliados.
Se o vulgo cidadão sabia isso, a Policia também, só que estes delinquentes que actuam em grupo por ser cobardes, parecem escudados de uma qualquer protecção divina e tudo lhes é permitido. Invadiram a Avenida dos Aliados - mais uma vez, repito, não foi uma surpresa, eles até se deram ao luxo de avisar várias vezes- varreram quem lá estava ao pontapé e à paulada e queimaram cachecóis do clube rival. A Policia que tantas vezes espanca vergonhosamente quem à porta de industrias têxteis só pede trabalho, pouco fez para impedir tamanha selvajaria e mau perder. Não deixa de ser um exercício interessante, pensar o porquê de tanto à vontade deste gang organizado.

Lisboa vestiu-se de vermelho e como não sou doente, conduzi na Vespa uma lampiã que ia feliz da vida. Não sou doente mas gosto de pôr os pontos nos "Is" e pus orgulhosamente o meu cachecol verde.
Pelo caminho alguém grito "guarda mas é essa merda". Não sei se se referiam ao meu cachecol verde se ao vermelho da pendura, até porque os cobardolas não levavam cachecóis...mas levavam uma pedra da calçada. Sim. Leram bem!A pedra foi arremessada com violência e não só partiu o espelho esquerdo da Vespa como ainda embateu violentamente na minha mão direita que ficou mal tratada. Ainda bem que o espelho estava lá...

Pena que quando esperam 8 horas para serem atendidos num hospital, quando os ordenados não aumentam, quando nos dizem que nós é que vamos pagar a dívida dos ricos ....quando tanta coisa, este grupo de gente não se revolta...Grupo de cobardes protegidos pelos barões a quem interessa que assim seja.

Saudações Revoltosas

Vespinha
Posted by Hello

20.5.05

Pessoas como ela


A Mãe sempre me disse: "se queres dizer mal, tens de saber do que estás a falar". Eu sempre segui os conselhos da Mãe e à conta disso, já me vi obrigada a ver vários programas do "Levanta-te e ri", do "Vidas reais", dos "Malucos do riso" e do "Zero em comportamento". Ouvi discursos do Santana Lopes, a música dos Delfins e até dissequei pacientemente os poemas desse pseudo-poeta de estrada que é o João Pedro Pais. Gosto particularmente daquela frase que ele cantarola "da vida que levas de novo outra vez!".

Mas o conselho da Mãe, tem tanto de bom como de mau e à conta disto, passei a adorar a música "Sexed Up" do Robbie Williams...

Veio-me parar às mãos um livrito promocional de 24 páginas dessa diva da Li(XO)teratura portuguesa que é a Margarida Rebelo Pinto.
Meti dois Bromalex ao bucho, partidos ao meio para parecerem 4 e li, não as 24 páginas mas apenas 4, que o meu sistema nervoso central não dá para mais...Deve ser da Paroxetina!

A receita é a mesma e a miúda que diz ter posto Portugal a ler - ela também é uma óptima humorista - lançou, ou arremessou mais um livro...
Parafraseando-a, "Não há coincidências" e com a equipa de marketing que a miúda tem atrás dela - salvo seja, acho eu - até o Zé Cabra vendia livros a rodos.

A cor do livro é (a)berrante, como todas as capas dos seus livros e encontram-se estrategicamente colocados nos topos dos hipermercados sub-urbanos ali mesmo à mão de qualquer inocente. E como no marketing, o que é sofisticado hoje amanhã já não é, não me admiro que dos topos dos hipermercados passem para a secção dos detergentes. Qualquer coisa do tipo: "Na compra de um pacote de 10 kg de Tide, oferecemos o último livro da miúda.".

Ela está em todo o lado. Nos centros comerciais, nos hipermercados e até nos viadutos. Sim, nos viadutos. Abundam os cartazes publicitários, qual estrela Pop. Sim, porque ela diz que é uma escritora Pop. Pop, eram os THE SMITHS, mas provavelmente a senhora nem sabe do que eu estou a falar!

E vende muito. Pois vende. Mas também já se percebeu que a futilidade vende, que o deboche vende, que a mediocridade vende, que a ignorância vende, que o vazio vende. Que lideram as audiências televisivas os canais populistas, os Big Brothers e companhia. O que vende muito, não é necessariamente o que tem mais qualidade.

Diz ela em entrevista, que se não fosse escritora, seria detective ou cantora. Eu preferia que ela tivesse enveredado pela carreira de detective, porque é suposto os detectives serem discretos. Mas a sua primeira hipótese assusta-me. Se alguma das suas amigas da linha a convence que tem uma voz de rouxinol, a Oficina do Livro, passa a Oficina do Disco e aí não haverá quem a ature. Não faltará dizer: "Eu pus Portugal a cantar!".

E já agora...em relação ao título do livro. Pessoas como nós, não.! Pessoas como você!

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Posted by Hello

19.5.05

Palavras para quê?

Vespinha


Posted by Hello

6.5.05

No último minuto. No último segundo! No último canto do jogo!


Não gosto particularmente de falar de futebol no meu blog. Mas a noite de ontem, é incontornável. Aconteceu. Não é sonho. É realidade!

41 anos depois, o SPORTING atinge novamente uma final europeia.


Foi sofrido, mas merecido! Segundos antes da marcação do canto que ditou a passagem à final, estava com os olhos postos no chão e falava já no passado. "Jogámos bem. É pena...".

Mas os jogadores fizeram o que eu não fiz. Acreditaram até ao fim! Até ao último segundo. E golo! E eu fiquei de joelhos a olhar para a televisão com os olhos rasos de água...

Agora só falta o CSKA! Será em Portugal, Lisboa. Alvalade XXI.

Teremos oportunidade de fazer história, de pôr o futebol português no topo da Europa e já agora, de vingar o Benfica!


Saudações Leoninas

Rita (Vespinha)



Posted by Hello