Praxes

Com o inicio do novo ano lectivo o tema Praxes volta a ser falado.
Em nome da “tradição” e da desculpa “integração” todos os anos centenas de caloiros sofrem humilhações, enxovalhos públicos, envergam t-shirts com slogans ridículos e são literalmente abusados.
A quem defende a teoria da “integração”, pergunto quantos daqueles que praxaram os caloiros, os apoiaram durante o resto do ano.
A quem defende a teoria da “tradição”, pergunto se quem ingressa na Faculdade é obrigado a seguir as tradições de quem lá está.
Dirão alguns,que existe o direito a dizer não à praxe. Pois existe.Mas o direito à recusa tem o reverso da medalha.
Em algumas Faculdades esta rebeldia pode valer por exemplo a proibição do uso do traje académico. Apesar de achar que quem recusa ser praxado dificilmente se sentirá lesado por não poder exibir o traje (não temos de andar todos mascarados de morcego,certo?), não deixa de ser uma restrição entre muitas.
Felizmente, os caloiros que não queiram fazer parte do festim imbecil que toma de assalto as faculdades e as cidades na abertura do ano lectivo, não estão sós e têm voz.
O movimento MATA (Movimento Anti “Tradição Académica”) dirigiu hoje uma carta aberta ao Ministro Mariano Gago apelando que se evitem os já conhecidos abusos.
Fico a torcer para que resulte.
A Vespinha apoiante do MATA





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