28.9.05

Praxes


Com o inicio do novo ano lectivo o tema Praxes volta a ser falado.

Em nome da “tradição” e da desculpa “integração” todos os anos centenas de caloiros sofrem humilhações, enxovalhos públicos, envergam t-shirts com slogans ridículos e são literalmente abusados.

A quem defende a teoria da “integração”, pergunto quantos daqueles que praxaram os caloiros, os apoiaram durante o resto do ano.
A quem defende a teoria da “tradição”, pergunto se quem ingressa na Faculdade é obrigado a seguir as tradições de quem lá está.

Dirão alguns,que existe o direito a dizer não à praxe. Pois existe.Mas o direito à recusa tem o reverso da medalha.
Em algumas Faculdades esta rebeldia pode valer por exemplo a proibição do uso do traje académico. Apesar de achar que quem recusa ser praxado dificilmente se sentirá lesado por não poder exibir o traje (não temos de andar todos mascarados de morcego,certo?), não deixa de ser uma restrição entre muitas.

Felizmente, os caloiros que não queiram fazer parte do festim imbecil que toma de assalto as faculdades e as cidades na abertura do ano lectivo, não estão sós e têm voz.
O movimento MATA (Movimento Anti “Tradição Académica”) dirigiu hoje uma carta aberta ao Ministro Mariano Gago apelando que se evitem os já conhecidos abusos.
Fico a torcer para que resulte.

A Vespinha apoiante do MATA

21 Comments:

Blogger JNM said...

Quanto a mim, as praxes são ritos de integração, como são ritos de integração, outras tantas coisas. Uma praxe não deve ser um rito de humilhação, não deve ser um enxovalho do caloiro.

Acima de tudo a recusa não deve gerar qualquer espécie de restrição. Não precebi que o uso do traje estava vedado ao impraxáveis...essa é que era boa. Os queridos amigos praxadores que se lembrassem de uma coisa dessas. O traje académico usa-se por se pretencer a uma Academia (uma faculdade, uma Universidade) não é apanágio ou privilégio de quem se deixou humilhar...

Por isso...que a carta surta efeito. É o que espero

28 setembro, 2005 22:32  
Blogger aDesenhar said...

hoje já assisti na rua a algumas Praxes, e cheguei a uma conclusão... :)
os praxadores acabam por ser eles a fazer um papel ridículo proporcional à praxe. Alguns deles apercebem-se, e disfarçadamente e timidamente se afastam
tentando dar a entender, que a invenção de determinada praxe não é da sua autoria mas sim do imbecil praxador do lado. :)
eles sentem-se felizes! e eu não entendo a razão de tanta felicidade :)
... é só a minha opinião ok !...


adesenhar apoiante do MATA...

vespinha prego a fundo...
e afina esses travões :)

bjks
:)

28 setembro, 2005 23:25  
Blogger Al said...

Praxes sim.
Abusos não.
Beijo
... e continua aparecendo, és sempre bem-vinda e sempre esperada.

29 setembro, 2005 02:05  
Blogger batista filho said...

Por cá, também temos essas sandices. Muito oportuna essa publicação. Um abraço solidário.

29 setembro, 2005 02:33  
Blogger Isabel Filipe said...

gostei de ler este teu Post...e concordo contigo...

espero bem que resulte algo desse movimento... mas sabes... aqui para nós... não acredito muito...

Bjs

29 setembro, 2005 10:07  
Blogger Sérgio Martins said...

Matemos, então!
Pum!
;) Jinho

29 setembro, 2005 12:32  
Blogger VdeAlmeida said...

Eu apoio a Vespinha queapoio o MATA :-)
Beijinho

29 setembro, 2005 14:54  
Blogger Caracolinha said...

Pois é amiga vespucia ... como eu saboreei cada uma das tuas sábias palavras ... mas que raio é que os "praxadores" querem provar com esses rituais ????

Que são muito maduros e que os outros são verdinhos ??

Para quê a humilhação ????

Ainda hoje logo de manhã vi uma morcega e me lembrei logo deste teu texto que já tinha lido ontem à noite...

Apoio os movimentos anti-praxe e subscrevo integralmente este teu texto.

Beijonho da caracolinha apoiante do M.E.M. - Movimento de Exterminação da Morcegagem !!!!

29 setembro, 2005 16:31  
Blogger Cristina said...

é a coisa mais estúpida que há! se fosse uma brincadeira, divertía-se toda a gente! assim...

30 setembro, 2005 00:05  
Blogger "Sonhos Sonhados" e "Os Filmes da Minha Vida!" said...

Vespinha

...100% contigo...
tenho dois filhos no ensino superior
e
nem imaginas,
o que sofreram
o ano passado
e
de novo este ano
(apesar de já não serem caloiros)
...porque disseram "NÃO" à praxe.

são dois rapazes modernos,
giros,
divertidos,
mas
que dizem
e com muita razão...
que vivem
em liberdade
e
que "têm" direitos
que outros não querem "ver".

...eles não se importam,
que se façam as praxes
para quem gosta do espectáculo!
contudo,
aqueles...
que não o apreciam
...têm todo o direito,
de dizer nâo!
sem ser humilhadoso e perseguidos.

o tempo do amén
já passou... felizmente!

parabéns!
óptimo texto!
assino tudo isso!
viva a liberdade
e
a possibilidade
que temos de poder dizer "NÃO"...
a tudo aquilo
com que não comungámos.

beijux létinha.

30 setembro, 2005 03:43  
Blogger Nilson Barcelli said...

Subscrevo na íntegra o que disseste sobre as praxes.
No meu tempo fiz um manguito àquela corja de praxadores.
Não sofri qualquer represália.
De qualquer modo as praxes descambaram, também, por falta de personalidade de grande parte dos praxados.
Beijinhos.

30 setembro, 2005 08:15  
Blogger Unknown said...

Não concordo que todo o trajado seja um burro. Eu uso traje e só lamento que a academia não o faça com o mesmo espírito que eu.
A praxe é muito diferente consoante os emissores e receptores da mesma. Nunca vi praxe abusiva.. e já vai para o 5º anos que ando por cá. Mas não sou ingénua ao ponto de julgar que os abusos não existem.
Acho k as pessoas estão mais abertas à posição anti-praxe e k as perseguições serão mais fortes nuns lugares que noutros.
Mas também não peçam para tolerar de ânimo leve aquelas pessoas que tanto se queixaram das injustiças e tanto apregoaram a estupidez da praxe a impôr insígnias aos caloiros.
Há por aí muita gente cujas posições relativamente à praxe têm um antes e um depois.

Em suma: sejamos todos tolerantes. Os que gostam e os que não gostam.
E que a praxe seja feita dentro de parâmetros de respeito.

30 setembro, 2005 16:07  
Blogger Fallen_Angel said...

praxes é giro, mas com "redeas", pq nao o pessoal se divertir um pouco??? mas com limites ;O)

bjinho e bom fim de semana

30 setembro, 2005 16:57  
Blogger ManiacaDosPorques said...

Que engraçado...
revejo aqui as minhas praxes. Penso que muitas são de humilhação, desprezo, implicam sentimentos de inferioridade e desprezo. Consegue mesmo descer a auto-estima.

No entanto, há outras que nos conseguem surpreender pela positiva sem quaisquer espectativas. Implica diversão, acolhimento, conhecimento... saber estar e ser. Momentos únicos recheados de boas gargalhadas e muita harmonia à mistura...tudo com grande brincadeira mas não palhaçada.
As minhas foram assim...magníficas. ;)

Beijinhos

30 setembro, 2005 22:40  
Blogger Mocho Falante said...

Pois eu concordo com a praxe, com conta peso e medida claro, aliás acho que é uma tradição que deve ser controlada, mais, gosto muuuito do traje académico, não o acho nada "amorcegado" e gosto de ver um aluno bem trajado, gosto muito do espirito académico, por isso voto contra a violência da praxe mas também voto contra o "imaculado" movimento MATA

Tenho dito
Bábas

PS: Gosto muito mais desta música pá

01 outubro, 2005 01:31  
Blogger Cristina said...

Vespinha,
Eu acho que a tradição deverá continuar sempre, mas é claro controlada de uma certa forma. É uma tradição muito antiga
:)
beijinhu e um óptimo fim de semana para ti

01 outubro, 2005 18:05  
Blogger Al said...

hoje e ontem não houve novidades...
oh.;-)
Beijos saudosos

01 outubro, 2005 18:27  
Anonymous Anónimo said...

Lindo o post, é sempre bom vir aqui
A musica é linda :)
Beijinho*

02 outubro, 2005 16:03  
Anonymous Anónimo said...

POdem até ser rituais de integração como alguém disse antes de mim mas que ultrapassam já os limites do aceitável há muito tempo, é verdade.

Atirar como aconteceu perto de mim uma aluna escada abaixo será um ritual?

Passam os nossos filhos todos bem sem eles!

Pois que viva o Mata e já agora; esfola!

Beijo Vespinha.

;)

03 outubro, 2005 15:28  
Blogger CP said...

Eu sou totalmente contra. Uma tarde convívio a comer uns amendoins e jogar umas cartas integrava muito melhor. A minha praxe foi um autêntica estupidez. Não se passou absolutamente nada de inteligente, apenas umas quantas enfarinhadelas e uns ovos e umas pinturas e umas imitações de espermatozoides durante duas tardes.
Sim, eu tinha gostado muito mais de comer uns amendoins e beber umas fantas com os senhores doutores que nos dessem ali umas dicas sobre o que é ser um estudante universitário.

04 outubro, 2005 02:40  
Blogger Al said...

vespiiiiinha?!
cadê?
ué... por onde anda a minha vespinha preferida?
Se alguém a vir voando por aí, avise-me s.f.f.

04 outubro, 2005 10:55  

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